CENTRO DE DOENÇAS TROMBOEMBÓLICAS

HEMOCENTRO - UNICAMP

INICIATIVAS PARA AVANÇO NO DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E PESQUISA DO TEV

O Centro de Doenças Tromboembólicas (CDT), sediado no Hemocentro da UNICAMP, tem como missão a busca contínua por soluções no diagnóstico e tratamento de doenças tromboembólicas e suas complicações. Nossa atuação se estende à geração de dados epidemiológicos nacionais, além de parcerias para melhorar os serviços públicos e privados de saúde, auxiliando na identificação de desafios e na definição de diretrizes.

Profª Drª Joyce Maria Annichino

Professora Titular do Departamento de Clínica Médica, Disciplina de Hematologia, da Universidade Estadual de Campinas. Coordenadora do Centro de Doenças Tromboembólicas (CDT) do Hemocentro da Unicamp. Presidente da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia SBTH).

Profª Drª Ljubica Tassic

Professora associada do Departamento de Química Orgânica do IQ da UNICAMP.

Prof Dr Rubens Maciel Filho

Professor titular da Universidade Estadual de Campinas, na Faculdade de Engenharia Química, no Departamento de Desenvolvimento de Processos e Produtos.

Prof Dr Erich Vinicius de Paula

Professor associado de Hematologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas e Hemocentro da UNICAMP. Graduado em Medicina pela Universidade de Campinas (1998), com especialização em Hematologia e Hemoterapia (2001), e doutorado em Fisiopatologia Médica pela Universidade Estadual de Campinas (2006).

O CDT VISA IMPLANTAR INSTRUMENTOS DE TRABALHO QUE AUXILIEM NA MELHORA DO DIAGNÓSTICO LABORATORIAL EM HEMOSTASIA NO BRASIL.

Com estas propostas estaremos contribuindo de forma robusta no diagnóstico em hemostasia, através de laboratórios capacitados, com certificação de qualidade, no todo território nacional, no setores público e privado.

O diagnóstico preciso das trombofilias hereditárias e adquiridas, em especial a Síndrome Antifosfolípide (SAF), é uma limitação atual dos laboratórios especializados em hemostasia no SUS e também em instituições privadas. Testes como dosagem da Proteína C, da Proteína S-Livre, de Antitrombina e das Mutações do FV de Leiden e do G20210A no gene da Protrombina; são quase indisponíveis na maioria dos serviços do SUS e bastante restritos nos privados.

O CDT promoverá a implantação e capacitação dos laboratórios de hemostasia, com treinamento de pessoal in loco. O Laboratório de Hemostasia do Hemocentro-Unicamp possui larga experiência na produção de amostras para controle de qualidade, no modelo do Programa de Avaliação Externa da Qualidade – PAEQ-Hemostasia. O CDT vai implantar um Serviço de Controle de Qualidade Externa para laboratórios de hemostasia do SUS e do setor privado do Brasil, e da América Latina, através de uma empresa modelo.

A CONTRIBUIÇÃO DO CDT NA CONDUÇÃO DA PROFILAXIA E TRATAMENTO DO TROMBOEMBOLISMO VENOSO (TEV) ESTÁ BASEADA EM VÁRIAS FERRAMENTAS; QUE SERÃO DESENVOLVIDAS A PARTIR DE DADOS OBTIDOS COM OS REGISTROS

Como os escores de predição para o  risco de retrombose e de Síndrome Pós-trombótica no paciente com TEV; risco de TEV e de óbito no paciente com câncer; risco de TEV nas crianças hospitalizadas; além do risco de sangramento no paciente em uso de anticoagulante oral.

Um dado relevante é que esses escores serão desenvolvidos utilizando dados de pacientes brasileiros, e por um longo período de seguimento. Também serão desenvolvidos aplicativos para utilização online, baseados na realidade de atendimento dos centros brasileiros. Os aplicativos contemplarão a orientação do tratamento do TEV, as possíveis complicações após o tratamento do TEV: como a retrombose e a Síndrome Pós-trombótica, bem como a profilaxia e tratamento de TEV no paciente com câncer.

A COLETA DE DADOS PARA O CDT SERÁ REALIZADA PRESENCIALMENTE NOS DIVERSOS SERVIÇOS DE SAÚDE – QUANDO DA INCLUSÃO DOS PACIENTES – E A DISTÂNCIA ATRAVÉS DE CONTATOS TELEFÔNICOS, POR WHATSAPP OU E-MAIL DURANTE O SEGUIMENTO.

A coleta de dados para o CDT será realizada presencialmente nos diversos serviços de saúde, quando da inclusão dos pacientes, e à distância através de contatos telefônicos, por whatsApp ou e-mail durante o seguimento. O CDT contará com uma sala com infraestrutura de informática e de telefonia onde ficarão alocados os pesquisadores/estagiários para contato com os pacientes e inserção das informações no banco de dados, numa plataforma RedCAP®.

Haverá um laboratório para preparo das amostras enviadas pelos centros e hospitais participantes, e uma área no Biobanco do Hemocentro para alocação dessas amostras. 

  • Hospital das Clínicas da UNICAMP,

  • CAISM UNICAMP,

  • Hospital da PUC-Campinas,

  • Hospital da Prefeitura de Hortolândia,

  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu,

  • Hospital de Base da FAMERP – Fundação da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto,

  • Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch-m’boi mirim,

  • Hospital Municipal da Vila Santa Catarina,

  • Hospital de Câncer de Barretos e

  • Hospital Boldrini.

  • Laboratório de Otimização, Projeto e Controle Avançado da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da UNICAMP, e Departamento de Química Orgânica na FEQ/UNICAMP.

REGISTROS DE TEV DE PACIENTES ASSISTIDOS NO SUS EM SERVIÇOS DO ESTADO DE SÃO PAULO

Esse projeto tem como base estabelecer 3 grandes registros de pacientes assistidos no SUS e do custo-efetividade de tratamento em serviços do Estado de São Paulo, gerando dados epidemiológicos do TEV ao diagnóstico e em pacientes com câncer no serviço público.

Haverá a formação de uma rede de pesquisadores, médicos e outros profissionais da saude, de alguns centros de atendimento SUS no estado de São Paulo, voltados ao paciente com trombose venosa, adulto e infantil, e ao paciente com cancer.

Todos os registros serão prospectivos, consecutivos, multicêntricos, e não  intervencionistas. O dados demográficos e clínicos coletados serão inseridos em uma plataforma REDcap.  Amostras de sangue serão coletadas e armazenadas no Biobanco do Hemocentro da Unicamp. 

Os serviços participantes serão o Hospital das Clínicas da  Unicamp, o CAISM da Unicamp, o Hospital da PUC-Campinas, o Hospital Beneficência Portuguesa de Campinas, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, o  Hospital de Base da Fundação Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, e o Hospital  M’Boi Mirim de São Paulo. 

Pacientes adultos

O primeiro registro intitulado Prevalência da Síndrome Pós-trombótica, recorrência, hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTC), e óbito de causa vascular em um registro prospectivo observacional de trombose venosa profunda aguda de membros inferiores e superiores em alguns serviços públicos do Estado de São Paulo, permitirá pela primeira vez no Brasil uma visão sobre a conduta desde o diagnóstico até um período de 24 meses do atendimento de pacientes SUS.

Este registro permitirá a avaliação observacional de 1000 pacientes adultos com idade superior a 18 anos em até 1 mes do diagnóstico de TVP de membros inferiores ou superiores, com ou sem embolia de pulmão, seguidos por um período de 24 meses.  Após uma primeira entrevista presencial, e coleta de amostras de sangue, os pacientes serão acompanhados a cada 3 meses, através de entrevistas por chamada telefônica ou Whattsapp.

O objetivo principal é a incidência de Síndrome Pós-trombótica, e os secundários a recorrência do TEV, e óbito de causa vascular,  hemorrágica, ou de qualquer causa. Um dado importante será a avaliação de microcusteio dos tratamentos baseado em dados de alguns centros selecionados.

Pacientes adultos com Câncer

O segundo registro intitulado Incidência de Tromboembolismo Venoso sintomático e assintomático e óbito em um Registro Prospectivo Observacional de Pacientes com câncer em alguns serviços públicos do Estado de São Paulo será o primeiro registro prospectivo com inclusão de um grande número de pacientes com câncer, assistidos em centros de referência SUS do Estado de São Paulo e sua evolução para TEV.

Este registro permitirá a avaliação da incidência de TEV em 3000 pacientes incluídos com até 30 dias do diagnóstico de cancer, seguidos por um período de 1 ano. Após uma entrevista presencial para coleta de dados basais, e coleta de amostras de sangue, os pacientes serão acompanhados mensalmente, por 12 meses, através de entrevistas  por chamada telefônica ou Whattsapp. Diante do diagnóstico de TEV, apenas serão coletados os dados confirmando o diagnóstico, tratamento e eventos  adversos. Caso o paciente venha a óbito, a causa será informada.

O objetivo principal é a incidência de TEV sintomático ou incidental, e os secundários as tromboses arteriais, óbito de causa vascular, hemorrágica ou de qualquer causa

Pacientes pediátricos

O terceiro registro intitulado Epidemiologia do Tromboembolismo Venoso na Infância e Adolescência: Registro da doença em uma população brasileira, trará pela primeira vez no Brasil uma visão sobre o número e a conduta de pacientes pediátricos com a incidência de TEV, em alguns centros do estado de São Paulo. 

Este registro permitirá a avaliação da incidência de TEV sintomático ou associado ao cateter venoso central (CVC) ou incidental, em crianças hospitalizadas e acompanhadas por um período de 6 meses após a alta, através de entrevistas por chamada telefônica ou Whattsapp. A ocorrência de Síndrome Pós-trombótica como complicação da TVP de membros inferiores ou superiores será o objetivo secundário.

Todas as crianças internadas terão dados demográficos e causa de internação coletados. Os pacientes que desenvolverem TEV serão entrevistados (ou seus pais ou responsáveis legais) com coleta de dados demográficos e clínicos, e coleta de amostra de sangue. Também serão coletadas amostras de sangue de todas as crianças após a inserção de CVC.

A EDUCAÇÃO PERMANENTE É UMA ESTRATÉGIA PARA A FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DAS PRÁTICAS EDUCATIVAS, DEVENDO SER TOMADA COMO UM RECURSO INOVADOR PARA A GESTÃO DO TRABALHO, ENTENDENDO QUE O APRENDER E ENSINAR SE INCORPORAM AO QUOTIDIANO DAS ORGANIZAÇÕES E AO TRABALHO.

Assista aos epísódios do Programa Educaccional do CDT-SBTH no canal do YouTube da SBTH – Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia.

Transmitido ao vivo em 10 de ago. de 2023

Desafios a serem enfrentados na prática clínica diária. A Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH) e o Centro de Doenças Tromboembólicas da Unicamp (CDT), realizaram um webinar que vai tratar dos Genéricos e Similares dos DOACs. Nesse webinar, contamos com a presença de especialistas renomados que vão abordar o tema e discutir pela ótica da ciência, pesquisa e prática clínica.

Pessoas transgênero somavam aproximadamente 2% da população brasileira em 2021. A fim de adequar características físicas à percepção de gênero sentida por estes indivíduos, recorre-se frequentemente ao tratamento hormonal. Sabe-se que o uso dessa terapia não é isento de efeitos adversos. O Tromboembolismo Venoso (TEV) é um exemplo dos eventos indesejados que podem ocorrer. O termo se refere tanto a Trombose Venosa Profunda (TVP) quanto ao Tromboembolismo Pulmonar (TEP) e afeta cerca de 10 milhões de pessoas por ano. Esta cartilha tem como objetivo orientar o profissional de saúde quanto ao risco trombótico associado ao uso de terapia hormonal afirmativa de gênero.

DIU aumenta risco de trombose? Segundo pesquisa da UFMG, isso é mito! Entenda...

Levantamento feito pela ginecologista e obstetra Júnea Chagas garante que dispositivo não só não aumenta o risco de trombose, como também é alternativa viável para melhorar a qualidade de vida das pacientes.

Cirurgia oncológica pode estar relacionada ao aumento do risco de trombose

Um estudo de coorte nacional conduzido na Suécia revelou que uma grande cirurgia oncológica está associada a um aumento significativo no risco de tromboembolismo venoso (TEV) após a cirurgia.

Anticoncepcional. Pode aumentar risco de trombose em mulheres ?

Chances de desenvolver a doença aumentam até quatro vezes entre aquelas que utilizam medicamentos com etinilestradiol.

Trombofilia exige atenção redobrada das grávidas

Complicações tromboembólicas podem complicar a gravidez e o puerpério

Quais são os sintomas de trombose venosa?

Internações provocadas por trombose venosa profunda aumentam no país.
A sensação de peso nas pernas, especialmente no fim do dia, pode não ser apenas uma manifestação de cansaço. Este é um dos sinais da trombose venosa profunda, uma doença grave potencialmente causada pela formação de coágulos, geralmente nas pernas, na região da panturrilha e até nas coxas.

Casos de trombose crescem no Brasil; saiba como prevenir e cuidar

Mais de 40 mil casos anuais de trombose são reportados no Brasil.

A trombose é o 3º maior causador de mortes dentro do espectro das doenças cardiovasculares, segundo especialistas. No Brasil, entre os anos de 2012 e 2023, houve o registro de 485 mil casos de tromboembolismo, o que leva a uma média de mais de 40 mil casos por ano, segundo a pesquisa conduzida pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

Existem muitos mitos em torno da trombose, especialmente sobre causas e formas de prevenção. Conheça um pouco mais sobre a doença, seus sintomas e como evitar o seu surgimento.

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