O Centro de Doenças Tromboembólicas (CDT), sediado no Hemocentro da UNICAMP, tem como missão a busca contínua por soluções no diagnóstico e tratamento de doenças tromboembólicas e suas complicações. Nossa atuação se estende à geração de dados epidemiológicos nacionais, além de parcerias para melhorar os serviços públicos e privados de saúde, auxiliando na identificação de desafios e na definição de diretrizes.
Prevalência e Impacto do Tromboembolismo Venoso (TEV)
O TEV é altamente prevalente, apresentando elevada morbimortalidade e um significativo impacto social e econômico. No Brasil, há uma notável escassez de dados epidemiológicos que permitam decisões informadas baseadas em nossa realidade. Esta é uma área de constante atualização terapêutica, sendo crucial a avaliação de micro custos para decidir sobre a disponibilização de novos medicamentos na prática clínica.
Registros Observacionais do TEV
O CDT planeja realizar três registros observacionais relacionados ao TEV em diferentes grupos populacionais: adultos, pacientes com câncer e pacientes pediátricos. Esta iniciativa envolverá a participação de diversos centros e hospitais em importantes cidades do Estado de São Paulo.
Esses registros serão fundamentais para fornecer dados epidemiológicos sobre a ocorrência de TEV na população brasileira. Além disso, servirão como base para o desenvolvimento de escores de predição de TEV e suas complicações, utilizando métodos de Inteligência Artificial. Esta abordagem promete melhorar a detecção precoce e o tratamento eficaz do TEV, beneficiando a saúde dos pacientes.
Avaliação de Micro Custos e Estratégias de Saúde
A avaliação dos micro custos do tratamento nos registros fornecerá dados valiosos ao Sistema Único de Saúde (SUS). Essas informações poderão ser usadas para definir estratégias públicas de saúde, visando uma gestão mais eficiente dos recursos e melhores resultados no tratamento do TEV.
Rede Virtual de Pesquisadores
O CDT pretende estabelecer uma rede virtual de pesquisadores, composta por médicos, enfermeiros, biomédicos, biólogos e outros profissionais dos centros e hospitais participantes. Esta rede será essencial na discussão da evolução dos registros, na identificação dos desafios enfrentados e no desenvolvimento de propostas para abordá-los.
Colaboração e Compromisso com a Saúde Pública
A colaboração entre diferentes especialistas e instituições é fundamental para avançar no conhecimento sobre o TEV, promover melhores práticas de atendimento e contribuir para a saúde pública em geral. Ao liderar esses esforços, o CDT demonstra um compromisso com a pesquisa, a inovação e a melhoria contínua da qualidade do cuidado oferecido aos pacientes com TEV.
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Com estas propostas estaremos contribuindo de forma robusta no diagnóstico em hemostasia, através de laboratórios capacitados, com certificação de qualidade, no todo território nacional, no setores público e privado.
O diagnóstico preciso das trombofilias hereditárias e adquiridas, em especial a Síndrome Antifosfolípide (SAF), é uma limitação atual dos laboratórios especializados em hemostasia no SUS e também em instituições privadas. Testes como dosagem da Proteína C, da Proteína S-Livre, de Antitrombina e das Mutações do FV de Leiden e do G20210A no gene da Protrombina; são quase indisponíveis na maioria dos serviços do SUS e bastante restritos nos privados.
O CDT promoverá a implantação e capacitação dos laboratórios de hemostasia, com treinamento de pessoal in loco. O Laboratório de Hemostasia do Hemocentro-Unicamp possui larga experiência na produção de amostras para controle de qualidade, no modelo do Programa de Avaliação Externa da Qualidade – PAEQ-Hemostasia. O CDT vai implantar um Serviço de Controle de Qualidade Externa para laboratórios de hemostasia do SUS e do setor privado do Brasil, e da América Latina, através de uma empresa modelo.
Como os escores de predição para o risco de retrombose e de Síndrome Pós-trombótica no paciente com TEV; risco de TEV e de óbito no paciente com câncer; risco de TEV nas crianças hospitalizadas; além do risco de sangramento no paciente em uso de anticoagulante oral.
Um dado relevante é que esses escores serão desenvolvidos utilizando dados de pacientes brasileiros, e por um longo período de seguimento. Também serão desenvolvidos aplicativos para utilização online, baseados na realidade de atendimento dos centros brasileiros. Os aplicativos contemplarão a orientação do tratamento do TEV, as possíveis complicações após o tratamento do TEV: como a retrombose e a Síndrome Pós-trombótica, bem como a profilaxia e tratamento de TEV no paciente com câncer.
A coleta de dados para o CDT será realizada presencialmente nos diversos serviços de saúde, quando da inclusão dos pacientes, e à distância através de contatos telefônicos, por whatsApp ou e-mail durante o seguimento. O CDT contará com uma sala com infraestrutura de informática e de telefonia onde ficarão alocados os pesquisadores/estagiários para contato com os pacientes e inserção das informações no banco de dados, numa plataforma RedCAP®.
Haverá um laboratório para preparo das amostras enviadas pelos centros e hospitais participantes, e uma área no Biobanco do Hemocentro para alocação dessas amostras.
Hospital das Clínicas da UNICAMP,
CAISM UNICAMP,
Hospital da PUC-Campinas,
Hospital da Prefeitura de Hortolândia,
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu,
Hospital de Base da FAMERP – Fundação da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto,
Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch-m’boi mirim,
Hospital Municipal da Vila Santa Catarina,
Hospital de Câncer de Barretos e
Hospital Boldrini.
Laboratório de Otimização, Projeto e Controle Avançado da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da UNICAMP, e Departamento de Química Orgânica na FEQ/UNICAMP.
Esse projeto tem como base estabelecer 3 grandes registros de pacientes assistidos no SUS e do custo-efetividade de tratamento em serviços do Estado de São Paulo, gerando dados epidemiológicos do TEV ao diagnóstico e em pacientes com câncer no serviço público.
Haverá a formação de uma rede de pesquisadores, médicos e outros profissionais da saude, de alguns centros de atendimento SUS no estado de São Paulo, voltados ao paciente com trombose venosa, adulto e infantil, e ao paciente com cancer.
Todos os registros serão prospectivos, consecutivos, multicêntricos, e não intervencionistas. O dados demográficos e clínicos coletados serão inseridos em uma plataforma REDcap. Amostras de sangue serão coletadas e armazenadas no Biobanco do Hemocentro da Unicamp.
Os serviços participantes serão o Hospital das Clínicas da Unicamp, o CAISM da Unicamp, o Hospital da PUC-Campinas, o Hospital Beneficência Portuguesa de Campinas, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, o Hospital de Base da Fundação Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, e o Hospital M’Boi Mirim de São Paulo.
O primeiro registro intitulado Prevalência da Síndrome Pós-trombótica, recorrência, hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTC), e óbito de causa vascular em um registro prospectivo observacional de trombose venosa profunda aguda de membros inferiores e superiores em alguns serviços públicos do Estado de São Paulo, permitirá pela primeira vez no Brasil uma visão sobre a conduta desde o diagnóstico até um período de 24 meses do atendimento de pacientes SUS.
Este registro permitirá a avaliação observacional de 1000 pacientes adultos com idade superior a 18 anos em até 1 mes do diagnóstico de TVP de membros inferiores ou superiores, com ou sem embolia de pulmão, seguidos por um período de 24 meses. Após uma primeira entrevista presencial, e coleta de amostras de sangue, os pacientes serão acompanhados a cada 3 meses, através de entrevistas por chamada telefônica ou Whattsapp.
O objetivo principal é a incidência de Síndrome Pós-trombótica, e os secundários a recorrência do TEV, e óbito de causa vascular, hemorrágica, ou de qualquer causa. Um dado importante será a avaliação de microcusteio dos tratamentos baseado em dados de alguns centros selecionados.
O segundo registro intitulado Incidência de Tromboembolismo Venoso sintomático e assintomático e óbito em um Registro Prospectivo Observacional de Pacientes com câncer em alguns serviços públicos do Estado de São Paulo será o primeiro registro prospectivo com inclusão de um grande número de pacientes com câncer, assistidos em centros de referência SUS do Estado de São Paulo e sua evolução para TEV.
Este registro permitirá a avaliação da incidência de TEV em 3000 pacientes incluídos com até 30 dias do diagnóstico de cancer, seguidos por um período de 1 ano. Após uma entrevista presencial para coleta de dados basais, e coleta de amostras de sangue, os pacientes serão acompanhados mensalmente, por 12 meses, através de entrevistas por chamada telefônica ou Whattsapp. Diante do diagnóstico de TEV, apenas serão coletados os dados confirmando o diagnóstico, tratamento e eventos adversos. Caso o paciente venha a óbito, a causa será informada.
O objetivo principal é a incidência de TEV sintomático ou incidental, e os secundários as tromboses arteriais, óbito de causa vascular, hemorrágica ou de qualquer causa
O terceiro registro intitulado Epidemiologia do Tromboembolismo Venoso na Infância e Adolescência: Registro da doença em uma população brasileira, trará pela primeira vez no Brasil uma visão sobre o número e a conduta de pacientes pediátricos com a incidência de TEV, em alguns centros do estado de São Paulo.
Este registro permitirá a avaliação da incidência de TEV sintomático ou associado ao cateter venoso central (CVC) ou incidental, em crianças hospitalizadas e acompanhadas por um período de 6 meses após a alta, através de entrevistas por chamada telefônica ou Whattsapp. A ocorrência de Síndrome Pós-trombótica como complicação da TVP de membros inferiores ou superiores será o objetivo secundário.
Todas as crianças internadas terão dados demográficos e causa de internação coletados. Os pacientes que desenvolverem TEV serão entrevistados (ou seus pais ou responsáveis legais) com coleta de dados demográficos e clínicos, e coleta de amostra de sangue. Também serão coletadas amostras de sangue de todas as crianças após a inserção de CVC.
A EDUCAÇÃO PERMANENTE É UMA ESTRATÉGIA PARA A FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DAS PRÁTICAS EDUCATIVAS, DEVENDO SER TOMADA COMO UM RECURSO INOVADOR PARA A GESTÃO DO TRABALHO, ENTENDENDO QUE O APRENDER E ENSINAR SE INCORPORAM AO QUOTIDIANO DAS ORGANIZAÇÕES E AO TRABALHO.
Assista aos epísódios do Programa Educaccional do CDT-SBTH no canal do YouTube da SBTH – Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia.
Desafios a serem enfrentados na prática clínica diária. A Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH) e o Centro de Doenças Tromboembólicas da Unicamp (CDT), realizaram um webinar que vai tratar dos Genéricos e Similares dos DOACs. Nesse webinar, contamos com a presença de especialistas renomados que vão abordar o tema e discutir pela ótica da ciência, pesquisa e prática clínica.
Pessoas transgênero somavam aproximadamente 2% da população brasileira em 2021. A fim de adequar características físicas à percepção de gênero sentida por estes indivíduos, recorre-se frequentemente ao tratamento hormonal. Sabe-se que o uso dessa terapia não é isento de efeitos adversos. O Tromboembolismo Venoso (TEV) é um exemplo dos eventos indesejados que podem ocorrer. O termo se refere tanto a Trombose Venosa Profunda (TVP) quanto ao Tromboembolismo Pulmonar (TEP) e afeta cerca de 10 milhões de pessoas por ano. Esta cartilha tem como objetivo orientar o profissional de saúde quanto ao risco trombótico associado ao uso de terapia hormonal afirmativa de gênero.